Prefeitura fecha no carnaval

Publicado em 05 de fevereiro de 2018

Neste feriado prolongado de Carnaval não haverá expediente na Prefeitura Municipal de Paranavaí na segunda e terça-feira (12 e 13 de fevereiro), assim como nas demais repartições públicas municipais. As datas foram decretadas ponto facultativo para os servidores municipais. O atendimento ao público volta ao normal a partir das 13h30 de quarta-feira (14 de fevereiro). As escolas e Centros de Educação Infantil só retomam às aulas na quinta-feira, dia 15.
As Unidades Básicas de Saúde (UBS) também estarão fechadas na segunda (12), voltando a atender na quarta-feira (15) também a partir das 13h30. Quem precisar de atendimento médico no feriado deverá procurar o Pronto Atendimento Municipal (PA), que terá um reforço nas equipes. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde.
Os serviços de coleta de lixo doméstico e de lixo reciclável não serão interrompidos durante o feriado de Carnaval. A coleta será realizada normalmente, assim como os demais serviços de apoio, como a varrição das ruas. A informação é da empresa Transresíduos, responsável pelo serviço no município.

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Um comentário sobre “Prefeitura fecha no carnaval

  1. Maior e mais popular festejo brasileiro, o Carnaval tem suas raízes fincadas no questionamento aos valores e práticas da classe dominante. Originário das festas gregas da Antiguidade, ocupou um importante espaço na sociedade medieval, um dos períodos mais sombrios da História, quando a Igreja era senhora toda poderosa da sociedade, fazendo reis, ditando regras, perseguindo e matando quem se colocasse em seu caminho.
    Celebração da vida e seus prazeres, a festa pagã foi perseguida pela Igreja que, contudo, foi incapaz de proibi-la totalmente e acabou sendo obrigada a incorporá-la em seu calendário. Assim, a antiga celebração pagã foi transformada em carnivale, uma última oportunidade para que as pessoas se refestelassem com os prazeres da carne, literal e figurativamente, antes do jejum imposto pela Quaresma.
    Ao atravessar o Atlântico, o Carnaval ganhou, no Brasil, o tempero fundamental das culturas africanas e indígenas, que agregaram seu gingado e seus ritmos a uma festa que tinha como essência a inversão e o questionamento dos valores dominantes. Daí a sátira e as fantasias, que, pelo menos por alguns dias, elevavam o povo à condição de senhores das ruas.
    De lá para cá, a festa sofreu um forte processo de domesticação e mercantilização. Basta ver o embranquecimento das escolas de samba do Rio de Janeiro e o apartheid dos abadás do carnaval de Salvador. Contudo, ela também não perdeu por completo aquilo que tem mais libertário: a irreverência popular e a inversão dos valores vigentes.

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