O Conselho do Jovem Empresário (CJE) da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí estará neste sábado no centro da cidade numa ação para conscientizar a população da elevada carga tributária que o brasileiro paga, sem retorno. “Lamentavelmente, boa parte do que pagamos é desviado pela corrupção”, diz o presidente do Conselho, Rubens Vila Júnior, o Xuxa Fotógrafo.
Neste sábado, no Calçadão da Rua Souza Naves, haverá uma exposição de produtos com etiquetas com o seu valor e qual o percentual de imposto que está embutido no preço. Há casos em que a carga tributária representa quase a metade do valor do produto.
Além da exposição (Feira do Imposto), os jovens empresários vão distribuir panfletos, com o tema da campanha deste ano, “Chega de Mão Grande” e o slogan “Menos Impostos, menos corrupção e mais retorno” e denunciar que segundo estimativas da ONU, cerca de R$ 200 bilhões são desviados todos os anos através da corrupção. O valor é três vezes mais o que se gasta em educação ou saúde no Brasil anualmente ou cinco vezes mais o que é investido em segurança pública.
“Queremos menos impostos e do que pagarmos queremos o efeito bumerangue, ou seja, que o imposto retorne em forma de serviços à população brasileira”, diz Xuxa.









A principal fonte de recursos da prefeitura são as transferências governamentais. Ano passado, somando todas as fontes, ela recebeu mais de R$200 milhões.
Fazendo uma projeção usando o impostômetro, neste ano será arrecadado menos de R$50 milhões em impostos em Pvaí. Ou seja, a nível municipal, gasta-se quatro vezes mais do que se arrecada.
Um dos motivos poderia ser, além dos desvios, que os paranavaienses estejam pagando muito dos impostos fora do município, das mais variadas maneiras e pelos mais diversos motivos. Mas daí, seria levantada a questão moral, onde os recursos que recebemos estejam gerando empregos em outras regiões, principalmente nas mais industrializadas.
Poderá chegar um momento em que a cúpula do governo draconiano argumentará: esses municípios folgados recebem recursos em excesso, e não produzem nada. Acabemos com essa farra. Pagaremos apenas o que eles arrecadarem! E dois terços da população seria forçada a imigrar para centros urbanos. As favelas dos anos 80 iriam parecer refúgios de férias.
Desonerar, a nível nacional, os fabricantes de artigos para bens de consumo, e fazer os tributos incidirem sobre os terrenos municipais, minimizaria essa evasão de impostos.