Feira derruba em 18% movimento do comércio

Publicado em 13 de abril de 2017

Queda de 18% nas vendas no mês de março no comércio de Paranavaí (interrompendo o período de crescimento que vinha se verificando desde o começo do ano) e uma população mais endividada com o crescimento de 53% de inclusões no SCPC em relação a março de 2016. Estas são as principais consequências da autorização para que se realizasse em Paranavaí a Feira do Brás, entre 10 e 19 do mês passado. os reflexos foram atestados através de levantamento da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP).
Embora o país esteja vivendo uma recessão econômica, Paranavaí registrou crescimento de vendas nos primeiros meses do ano: 18% em janeiro e, em fevereiro, 21%. A comparação é com os mesmos meses do ano passado. “Mas este período de crescimento foi interrompido por conta deste absurdo que foi a autorização para a realização desta Feira, que foi o maior derramamento de produtos contrabandeados e falsificados na história de Paranavaí”, diz o presidente da Associação, João Roberto Viotto.
Em março a queda foi de 18% em relação ao ano passado. E o pior período foi entre os dias 10 e 19, quando foi realizada em Paranavaí a Feira do Brás. Neste período a queda chegou a 24%. “No mês passado a inclusão do SCPC em março teve um crescimento de 53% em relação a março de 2016. Em valores nominais, ano passado, as dívidas incluídas no SCPC somaram R$ 320 mil. Este ano foi R$ 490 mil. E obviamente que também cresceu o registro de pessoas no órgão de proteção ao crédito. As pessoas se endividaram, perderam o crédito daquela loja que confiou no consumidor e vendeu a prazo a ele”, comenta o gerente da ACIAP, Carlos Henrique (Kaká) Scarabelli.
Para o presidente das ACIAP, João Roberto “é lamentável que a prefeitura tenha autorizado a realização desta feira sem uma consulta prévia a ACIAP”. Ele cita que “o consumidor foi ludibriado, pois muitas peças eram falsificadas”, disse, dando o seguinte exemplo: um tênis cuja marca no mercado local custa, por exemplo, R$ 200, na Feira era encontrado a R$ 100, mas ele era falsificado e não valia nem R$ 50.
Na avaliação do líder empresarial, perde também o poder público, responsável por serviços como saúde, educação, assistência social, habitação, etc. “A Receita Federal constatou que uma grande quantidade dos produtos era contrabandeada, entrou no país de forma ilegal, não houve pagamento de impostos. E isto é o segundo prejuízo para a população”, alerta João Roberto.
Mas, o pior, na avaliação do presidente da ACIAP é o risco de desemprego. “É claro que vendendo menos, as lojas têm que se adaptar à nova realidade. E aí o corte de funcionários pode ser uma alternativa para enfrentar esta queda de vendas, com reflexo direto e imediato à população” diz.
João Roberto fala que já circulava, desde o ano passado, um ofício circular da Receita Federal, alertando que a Feira do Brás “funciona como abrigo para diversas práticas ilícitas no âmbito tributário, aduaneiro, do consumidor e criminal”. O documento fala em entrada no país de mercadorias de “maneira irregular” com a prática de crimes de “contrabando e descaminho” e “abrigo para a venda mercadorias contrafeitas (falsificada, pirata), especialmente de artigos de vestuário”

Alda - 391x69

12 comentários sobre “Feira derruba em 18% movimento do comércio

  1. pior a autorização foi de um secretario do proprio municipio, isso que é gostar do comercio da cidade, isso que é ajudar o comercio. que vergonha secretario e pior continua secretario ainda.

    • Alguem pode me explicar. que noçao empresarial tem o secretario de Desenvolvimento e o gerente da ACIAP. esse dois cargos sao cabides de emprego arrumados. Pois esses dois nunca tiveram nem uma barriquinha na feira. Que me desculpe o Feirante ser comparado com esses dois individuos.

  2. Os consumidores devem ter pensado que tratava-se de mais uma das Corrente do Bem. Vejamos se o prefeito é realmente bom de marketing, e se explique sobre o que aconteceu.

  3. engraçado… o supermercado mufatto veio com o posto e fu— com os outros empresarios… e grande empresa… tem garantido pagamento de tributos… faz miséria no comércio local e nao se ve ninguém defendendo os outros postos, agora… quando vem alguém vender um tenis… o dono de uma rede de calçados já mete a boca… meu velho pai ja dizia… PIMENTA NO — DOS OUTROS E REFRESCO kkkkk

  4. tive a oportunidade de ir a feira do Brás, em São Paulo…. muitos produtos bons…. 25 a 35 reais… no comercio local esses mesmos produtos por 119 – 150… nada contra nada a favor, sou só consumidora… mas enfim…. todos tem que ganhar……

  5. O feirão fez sua parte: ofereceu produtos acessíveis ao público. Se estes produtos têm qualidade ou não, cabe ao consumidor decidir.
    Mas e quanto aos lojistas locais?
    Quando vão oferecer produtos com preços justos?
    O presidente da ACIAP está omitindo informações:
    Uma boa parte dos consumidores dos Brás eram comerciantes comprando para
    Revender..
    Em nome do consumidor: volte Brás.
    Assim vamos melhorar o comércio local.

  6. Se uma feirinha mequetrefe de produtinhos baratos e por poucos dias conseguiu fazer um estrago desses aqui, então isso é mau sinal: depois de mais de 63 anos nosso comércio ainda continua incipiente e muito vulnerável mesmo, e a ACIAP precisa mudar o jeito de olhar pra isso. Na verdade não acredito nessa pesquisa da ACIAP: cadê a demonstração dos parâmetros técnicos dessa pesquisa? Cadê as planilhas para nós vermos se essa afirmação da ACIAP procede mesmo? Conversa o vento leva…

  7. Primeiramente o Secretário de Desenvolvimento Econômico, não se opôs por não possuir nenhuma lei que proíba esse tipo de feira no município, assim como não existe lei que proíba eventos de food truck e a Expoflor, que também influenciam nas vendas das empresas que comercializam tais produtos. O mais interessante é que a Aciap só briga por causa própria, desses outros eventos ninguém de lá se manifesta. Sendo assim é direito igual para todos, todos seguem a mesma regra. Agora o mais absurdo são esses números da Aciap afirmando que o motivo foi o Feirão, sem ter como comprovar isso, como citaram acima, o povo gastou o que tinha e o que não tinha na Expo Paranavaí e a culpa é do Feirão? Tenha santa paciência.

  8. É um absurdo ler uma matéria como essa, puro marketing de uma Associação que atualmente só luta por interesses de uma minoria de comerciantes.Paranavai precisa acordar e perceber que os gestores públicos não nessecitam obedecer e nem consultar certos coronéis, precisa sim de mudanças, de atos legais e de projetos de desenvolvimento do nosso comércio e também de outros segmentos que a anos passam por uma situação crítica. Vamos parar de apontar culpados, devemos falar menos e agir mais!

  9. concordo com tudo isso que foi dito, e digo mais é hora desse precidente da aciap renunciar e o gerente pedir a conta. é muita gastança e oba oba só o comercio que se dane para estes presidente e gerente, não estão nem aí…. só oba oba

  10. Mercado cativo? É esta a Livre Concorrência das ‘forças do mercado’ que os liberalecos vivem pregando?

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