Tião: envolvimento do seu nome foi equívoco

Publicado em 02 de abril de 2017

Envolvido na Operação Carne Fraca por uma emissora de televisão de Paranaguá, que espalhou a reportagem nas redes sociais, o deputado Tião Medeiros voltou a falar sobre o assunto. Ele já havia esclarecido aqui no blog sobre o envolvimento de seu escritório de advocacia no episódio. Nesta sexta-feira, em entrevista ao radialista Mohamad Smailli, da Rádio Transamérica, explicou que a empresa investigada estava, de fato, em seu nome, mas os atos a que se referem a investigação é anterior a sua aquisição, ou seja, referem-se aos antigos donos. A própria PF, segundo o parlamentar, vai desfazer o equívoco.
Veja abaixo a transcrição dos principais trechos da entrevista ao radialista.
Não foi uma busca e apreensão ao escritório, mas a documentos que estavam no escritório. Desde 2012 não participo dos atos de gestão do escritório. Sou sócio, são vários (sócios). Foi uma busca e apreensão de documentos da empresa Portal a qual o escritório atende. Os documentos estavam no escritório, porque nós advogávamos para a empresa.
E aí, maldosamente, a imprensa, especialmente a imprensa de Paranaguá, por uma questão política local, distorceu bastante o fato dizendo que eu era investigado. Obviamente que eu não sou.
E a empresa? Qual a relação do Tião Medeiros com a empresa investigada?
Essa empresa nós compramos ela – eu e o Adriano meu sócio, em 2010 e quem é investigado é o proprietário anterior. Qual o pecado que nós cometemos? Comprar a empresa de quem era investigado. Importante dizer que esta investigação é de 2015 e as denúncias se referem a atos anteriores a nossa entrada na empresa. São os proprietários anteriores. (…)
Nós não tínhamos e não temos, no período em que eu figurei como sócio, qualquer relação com o Ministério da Agricultura, a empresa não dependia de licença do ministério, não era fiscalizada (pelo Ministério), não tínhamos qualquer relação com o Ministério da Agricultura. Então a inclusão do nome do Adriano é em razão de termos sucedido pela compra. A investigação é de atos anteriores a nossa aquisição. (…)
Nós conversamos com o delegado (da Polícia Federal) e ele nos falou para fazer os esclarecimentos, porque se tratava de um grande mal entendido, um grande equívoco. Disse que sequer vai apresentar na denúncia (…) o nome da empresa, do escritório, não será levado adiante, porque eles desconsideraram a compra que nós fizemos. Como a Operação foi muito grande, esteve presente em muitos estados, eram muitos nomes e muitas empresas eles não conseguiram se atentar que em 2010 a empresa foi vendida e o alvo da investigação era o proprietário anterior.(…)
Não há qualquer preocupação, envolvimento ou participação da minha parte ou do Adriano meu sócio e esta empresa depois foi transformada em Fênix, o nome dela agora é outro, Fênix. Meu irmão comprou, está trabalhando, todo mundo sabe (…)

Alda - 391x69

4 comentários sobre “Tião: envolvimento do seu nome foi equívoco

  1. E os depositos que forma feito do escritorio dele para o socio das emprepras de semente cuja a filial é em paranavai.

  2. Os depositos foram para compra da empresa, como ele mesmo disse, que as investigações eram anteriores a aquisição.

Deixe uma resposta para paranavaiense Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.