Só 26% da população produz

Publicado em 31 de março de 2017

ViottoO presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP), João Roberto Viotto, disse, ontem à noite, no lançamento do Convênio Med Saúde, que apenas 26% dos habitantes de Paranavaí faz parte da população economicamente ativa do município. A revelação, disse o líder empresarial, foi feita por uma empresa que atua na área de planejamento de municípios. “Estive hoje (ontem) à tarde junto com o prefeito (Carlos Henrique Rossato Gomes) KIQ, com o secretário Darlan (Alves Pereira, do Desenvolvimento Urbano) e com representantes da empresa. Precisamos saber o que temos que fazer para Paranavaí crescer”, disse ele.Os 74% restante da população é formada por crianças, idosos e pessoas que só estudam. “Mas há um grupo de pessoas que ainda não encontrou o lugar que quer trabalhar, não é falta de emprego. Temos que gerar empregos à estas pessoas, perguntar a elas o que devemos fazer. Dessa forma vamos produzir mais, gerar riquezas e desenvolver a nossa economia”, sublinhou João Roberto.
O presidente voltou a defender a necessidade de fortalecer o sistema de saúde como ferramenta para evitar a evasão de divisas. “Somente entre 10 e 12% da nossa população tem plano de saúde. Uma minoria paga pelos serviços e a grande maioria para o SUS, estrangulando o sistema. Então, temos que dar opções para que mais pessoas façam adesão ao plano de saúde, dentro de suas condições, que estaremos inclusive ajudando a desafogar o sistema público de Saúde”. Citou Maringá como exemplo, onde há cerca de 20 operadoras de planos de saúde e chega a 46% o índice da população com plano de saúde.
João Roberto lembrou que um levantamento feito junto a apenas uma operadora de plano de saúde que atua em Paranavaí constatou que, em 2016, em média, mais de 1.600 pessoas estavam fazendo exames de imagem em Maringá por mês. “São 20 mil exames por ano que estão sendo feitos em Maringá. E lá a pessoas faz o exame e acaba comprando no comércio local, indo a restaurante. Isto é evasão de consumidor, é evasão de recursos”, apontou ele. “Não podemos ficar deitado em berço esplêndido. Temos quer planejar, cobrar e pressionar”, acrescentou.
MED SAÚDE – Neste contexto, João Roberto deu as boas vindas à Med Saúde, “que está dando esta oportunidade, com preço especial, para que mais pessoas tenham acesso aos serviços de saúde”.
A Med Saúde é a empresa responsável pela constituição e manutenção de uma rede de serviços ambulatoriais de saúde, como consultas médicas, exames laboratoriais, exames de imagem, ultrassom, terapia psicológica, fonoaudiologia e fisioterapia. Pelo convênio haverá, ainda, desconto em farmácia e serviços odontológicos.
Sérgio Luís Miranda, diretor-geral da Med Saúde, disse que a empresa veio para “oferecer acesso à saúde ambulatorial, no menor espaço de tempo possível (nossos prazos estão variando entre zero e 10 dias para uma consulta”) e com valores diferenciados. “É um convênio diferenciado, desburocratizado, onde não há carência e os valores não oscilam de acordo com a idade de quem faz a adesão”, disse Miranda.
Quem faz o agendamento da consulta é a própria Med Saúde e o convênio pode atender os associados (empresário), seus familiares até 3º grau, em linha ascendente e descendente e os colaboradores com vinculo profissional e os familiares destes.
A taxa mensal do titular é a partir de R$ 25,90 e para cada dependente mais R$ 6,00. Quem fizer a adesão pagará R$ 90,00 por consulta independente da especialidade – desde que o profissional faça parte do quadro de conveniados da Med Saúde.

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2 comentários sobre “Só 26% da população produz

  1. A um bons tempos atrás diziam que Paranavaí era excelente para morar pois não havia violência etc, etc. O que é preciso para mudar a nossa cidade? Simplesmente industrias e industrias pesadas. Enquanto a nossa cidade estiver nas mãos de meia duzias de empresários vamos caminhar em círculo.

  2. O mais correto seria dizer que “26% da população está inserida na economia”, mas comércio e serviços não são exatamente produtivos, apesar de gerarem empregos. Agricultura extrativa também não o é, diferindo dos produtores rurais profissionais. Assim, a produção em Pvaí é bem menor e muito concentrada num pequeno número de grandes empresas.

    Quanto aos fatores de desenvolvimento econômico, estes são mais amplos e complexos do que parece. Temos fatores que o alavancam e, fatores que o emperram, predominando neste século, o parasitismo financista, infectando com dívidas, os cidadãos, as empresas e os governos.

    Os fatores de alavancagem são clássicos: investimentos, capital, custos, oferta e demanda. Economias agrícolas como a nossa, geralmente são de produtos de alta demanda, mas também de alta oferta e baixa lucratividade, a não ser esporadicamente, devido à instabilidade climática. Baixa oferta e alta demanda é privilégio apenas dos oligopólios privados, poderosos o suficiente para chantagearem governos.
    Dentre os principais custos de uma empresa, está o aluguel, que poderia estar sendo coletado pelo município através do imposto imobiliário e, reinvestido na economia, ao invés de estar sendo sugado pela elite, encastelada nas suas ilhas particulares.

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