CRISE CHEGA AOS HOSPITAIS

Publicado em 22 de dezembro de 2016

Santa Casa tem queda de arrecadação
e busca alternativas para fugir da crise

Santa Casa de Paranavaí mantém portas
abertas graças a ajuda do Governo do Estado

SantaEste ano 308 hospitais, entre públicos e filantrópicos, fecharam suas portas no país. E no Paraná, oito hospitais, de médio e grande porte estão sob intervenção. Estes são alguns resultados dramáticos que os hospitais públicos estão enfrentando em decorrência das dificuldades econômicas que atravessa o país. “Só de um plano de saúde, estamos perdendo mais de R$ 100 mil mês. Em alguns meses o faturamento caiu R$ 200 mil. Nosso déficit em relação a receitas de convênio e particulares nos últimos meses já passa dos R$ 600 mil”, informou o diretor-geral da Santa Casa de Paranavaí, Héracles Alencar Arrais, durante reunião de diretoria na quarta-feira, dia 21. “A Santa Casa está mantendo as portas abertas graças a ajuda de custeio que recebemos do Governo do Estado, através da Secretaria de Saúde”, complementa o presidente Renato Augusto Platz Guimarães.
Para complicar houve atraso em algumas parcelas do Governo do Estado, “mas esta situação já foi resolvida graças ao apoio do secretário estadual de Saúde, Michele Caputo Neto, que tem sido um grande parceiro da Santa Casa. De qualquer forma, por algum momento, esta situação ajudou a agravar o momento de turbulência que estamos vivendo”, complementou Arrais.
ALTEERNATIVAS – O presidente Renato Guimarães esclareceu que as receitas decorrentes de atendimento particular e de convênios são de extrema importância para a saúde financeira da Santa Casa. “A tabela do SUS está defasada há muito anos. Ela não paga os custos dos procedimentos. Isto significa que, quando mais atende o SUS, mais prejuízo o hospital tem. E o hospital tem mantido em média 80% de atendimento público (por lei seria 60%). São os atendimento de convênios e particulares que cobrem o déficit. E agora recebemos esta baque com a queda destas receitas”, diz ele.
A queda da receita decorre de funcionários que perderam empregos e, por consequência, planos de saúde, desistências do plano de saúde e falta de recursos para pagamento particular.
Para enfrentar esta situação, a diretoria vem promovendo ações alternativas de arrecadação, da terceirização de estacionamento e bistrô às ações relativas ao aniversário do hospital, como o Nota Paraná, cofre de moedas, rifa de um carro, doação na conta de água e outras opções.
“O momento é de dificuldades, mas a sociedade sempre tem colaborado com a nossa instituição e não tenho dúvidas de que vai continuar colaborando. Vamos sair deste momento delicado e fazer ainda mais investimento para que possamos continuar fazendo da Santa Casa um dos melhores hospitais do Paraná”, confia Renato Guimarães.
PREFEITO AGRADECE – Suplente da atual diretoria, o prefeito Rogério Lorenzetti participou da reunião para agradecer “a maneira eficiente como a Santa Casa foi gerida nestes anos em que estive à frente do Executivo Municipal”. O prefeito lembrou que o hospital é um dos principais equipamentos públicos do município e que sua condução de forma responsável, honesta e competente garante um trabalho de excelência à população. “As pessoas elogiam muito a Santa Casa, principalmente aquelas que precisaram dos seus serviços”, disse Rogério Lorenzetti, que semana que vem estará deixando o cargo.
por Jorge Roberto Pereira da Silva

Alda - 391x69

Um comentário sobre “CRISE CHEGA AOS HOSPITAIS

  1. Uma coisa que precisa mudar nesse hospital urgentemente é o nome de ‘Santa Casa’, e passar a chamá-lo de Hospital Fulano…, menos Santa Casa, porque há décadas e décadas que não há mais ninguém de nenhuma Irmandade Religiosa em sua direção, nem direta ou indiretamente, ou qualquer compromisso de misericórdia no sentido real desta palavra. Ali é uma instituição privada, e como tal visa lucros, o que é mais que justo, embora se afirme sem fins lucrativos, de caráter filantrópico e beneficente de assistência social e de saúde, e de quebra ainda recebe muita ajuda financeira governamental a fundo perdido.

Deixe uma resposta para Guido Magno Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.