O duro recado das urnas

Publicado em 28 de novembro de 2016

Já se ouve falar da movimentação de possíveis candidatos para 2018

Segundo o Blog do Praxedes, “lideranças políticos das siglas derrotadas nesta eleição começaram a articular uma frente partidária para apresentar as candidaturas de Maurício Yamakawa e Pó Royal à Assembleia Legislativa e Edenilso Rossi e Waldemar Delatorre à Câmara Federal”. E que, caso aconteça, afirma, “deve complicar a intenção de reeleição do deputado estadual Tião Medeiros e da empreitada do prefeito Rogério Lorenzetti, que não esconde de ninguém sua intenção de postular uma vaga na Câmara Federal”.
É possível que estes fatos venham a consolidar-se, afinal, desde que o postulante não seja ficha suja e impedido pela justiça tem este direito.
Difícil, entretanto, é a possibilidade de sucesso.Entretanto, o recado das urnas foi contundente e mostra que muita coisa mudou.
Se o Pó Royal tivesse a mesma densidade eleitoral de 2014, quando obteve 22.982 votos em Paranavaí na eleição pra deputado, certamente teria garantido a eleição de Valdir Tetilla (PMDB), que amargou com apenas 11.520 votos.
Quando Pó Royal obteve esta votação, o clima era outro. Ele Cresceu como opositor natural. Era o favorito à vaga de Teruo Kato (PMDB) que desistira de concorrer à reeleição e deixara a porta escancarada; José Edegar Pereira, o Bedão, era a segunda via, também atraído pela oportunidade e Tião Medeiros (PTB), quase um ilustre desconhecido, devido ao longo período que esteve em Curitiba, onde estudou e depois trabalhou, era apenas uma terceira via.
O caso do Pó Royal merece esta reflexão.
O caso de Maurício Yamakawa é distinto. Sua candidatura estaria na contramão do sentimento popular. O resultado desta eleição foi um duro golpe em sua carreira política.
Eleito prefeito em 2004 com 23.382 votos, frustrou-se na tentativa de reeleição em 2008, com 12.772 e em 2016, obteve apenas 6,690 votos.
Os números são claros. Pode até ser candidato, mas, como homem inteligente, sabe que não tem chance de alcançar uma vaga de deputado.
O futuro político do empresário Edenilso Rossi foi definido em 2014 quando foi preso pelo Gaeco acusado de fraude em licitação no Tribunal de Contas do Estado.
Dificilmente teria qualquer chance diante do clima de indignação provocado pelos escândalos de corrupção.
Por fim, Waldemar Delatorre. Nome limpo, empresário de sucesso.
Muito difícil mensurar suas possibilidades de eleição. Entretanto, muito difícil também aceitar a possibilidade de sobrepujar, ou mesmo competir com Rogério Lorenzetti que, como prefeito por duas gestões, ganhou experiência e status político, tem “muitas histórias” pra contar, fez muitos amigos e foi presença constante na mídia nos últimos oito anos.
O que pode acontecer, como conjecturou o jornalista Praxedes, é qualquer eventual candidatura atrapalhar a eleição do candidato mais viável, como pode ter acontecido com Teruo Kato e, talvez, até mesmo com o Pó Royal.
Conclusão: a única situação confortável é de Tião Medeiros.
Em 2014, quando quase ninguém botava fé, sem militância política, com apenas 10.609 votos de Paranavaí, conseguiu buscar fora os 21.266 votos necessários para sua eleição.
Hoje, com uma ação parlamentar entre reconhecida/elogiada, Tião surpreende. O mesmo acontece em cerca de outros 60 municípios, onde seu trabalho é reconhecido.
Como consequência, este resultado positivo espalhou a sensação de que valia a pena apostar no novo, o que, certamente influenciou a comunidade a investir no Delegado Caique para prefeito de Paranavaí.
Como são parceiros, Caíque e Tião saem fortalecidos.
Para reflexão:
Pra se ter uma ideia, 80 candidatos a deputado estadual e 58 candidatos a deputado federal tiveram votação em Paranavaí, em 2014. Candidatos que dificilmente nos trarão qualquer benefício, apoiados que foram, por motivação alheia aos interesses da Cidade.
por Taturana

Alda - 391x69

12 comentários sobre “O duro recado das urnas

  1. Não restam dúvidas que há uma mudança comportamental do eleitor. Os velhos políticos bons de voto, minguam o potencial eleitoral frente a exigência de uma nova política e atenção às demandas públicas. O populismo barato e a conversa fiada não agradam mais. Esta eleição estabeleceu nas urnas esta nova realidade política, onde os “bons” de voto foram testados e reprovados pelo eleitor. Terá vez políticos com sensibilidade social sem resquício passado. Por sua vez, aqueles que defenderam seus próprios interesses, em detrimento de um projeto coletivo regional, nas ultimas eleições a Deputado federal sentirão, ao meu ver, a dificuldade de convergência em torno daquilo que não propagaram em um passado recente. Neste quadro de indefinições, disponta o jovem Deputado Sebastião Medeiros que vem desempenhando seu mandato em prol de nossa região com conquistas substancias à e exemplo da duplicação Nova Esperança/Paranavaí e um rol de conquistas que o colocam como legítimo representante regional a postular a certa reeleição!

  2. Diz a matéria “que RL, fez muitos amigos nestes oito anos”, mais deixou de dizer que fez muitos inimigos também, inclusive aqueles que ajudaram ele conseguir o poder e depois levar um chute na b…RL nunca mais! Eu e minha família iremos votar e trabalhar contra o RL.

  3. o eleitor já sabe que a hora é de mudançãs, chega de mauricio,teruo,rogerio e outra velharada que já passaeam, agora é hora de dar uma oportunidades para caras novas como o edenilson rossi, delatorre e até o tião medeiros com uma reeleição.ou mudamos agora ou vamos ser os mesmos nos proximos anos.

    • Edenilson Rossi cara nova? Tenha paciência!
      Acho que vc ainda não sabe ler, ou no mínimo tem preguiça.
      Delatorre? Outro ensaísta.
      Medeiros…Vive as custas de políticas e políticos desde a mais tenra idade.
      Aliás, me causa nojo essa conversa de caras novas, a idiotice, ou a inocência permeia entre essas cabeças que dizem que o velho não presta, como se a experiência não levasse a sabedoria.
      Deixemos pois de ser idiotas e avaliemos as pessoas pelo que são, e não pela idade constante em sua certidão de nascimento.

      • Petista órfão quando fala a gente conhece de longe. Critica tudo e não dá uma opinião que tenha serventia sequer. Se mantém sempre feito papagaio de dono-defuntado que caiu da gaiola durante a mudança, e fica repetindo o que lhe adestram.

    • Com certeza, só se avança pela esquerda (até no trânsito).
      A idiotice e visão curta desses inocentes úteis, que sofrem uma lavagem cerebral dos aécinhos do pó, do padre alkimin, do defunto josé serra, do mordomo de vampiro temer..idade, esquecem que pessoas são falíves e que os que erraram pagarão por seus erros em qual partidos ou ideologia professarem. Disse ideologia, não a idiotologia de muitos que aki emitem sua opinião tacanha e servil aos interesses dos mais poderosos.
      Mas sinto nesse momento a atualidade de Brecht: O maior analfabeto é esses com quem nos deparamos diuturnamente nesse e em outros espaços.

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