Combate à corrupção eleitoral

Publicado em 20 de setembro de 2012

Paranavaí formou o Comitê 9840 de combate à corrupção eleitoral. Objetivo é fiscalizar as eleições e conscientizar o cidadão para a importância do voto limpo, sem compra, venda ou troca de favores. Trabalho tem caráter educativo, mas também vai acolher denúncias de irregularidades. Pelo menos 40 entidades se manifestaram e passam a integrar o comitê. A reunião foi coordenada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Paranavaí. O vice-presidente da OAB-PR, César Augusto Moreno, fez uma apresentação do comitê e explicou a origem do nome (9840), inspirado no número da lei da compra de votos.
Já são 13 comitês constituídos, somando-se a estes o mais recente – de Paranavaí. Já no primeiro encontro, o comitê paranavaiense passou a tratar de questões práticas. Além de estar pronto para receber denúncias, também deve ir ao povo com ações educativas. Um folder será impresso para distribuição em escolas e outros locais. Voluntários farão palestras nas escolas e clubes de serviços, explicando a importância do voto limpo, sem troca de favores.
O bispo de Paranavaí, dom Geremias Steinmetz, lembrou que a lei 9840 nasceu a partir de uma mobilização da Igreja, na Campanha da Fraternidade de 1996. Na mesma linha, aponta, a Lei da Ficha Limpa foi uma bandeira da Igreja Católica, coletando cerca de 90% das assinaturas que possibilitaram a sua apresentação. Ele entende ser possível trabalhar em torno da cultura política do Noroeste, na perspectiva de produzir consciência.
Para fazer frente ao propósito do comitê, a OAB já disponibilizou o seu telefone para receber denúncias. Elas podem ser feitas através do (44) 3423-6645. Como adverte o órgão, só serão aceitas denúncias de cidadãos, excluindo-se partidos ou coligações. As denúncias devem ser acompanhadas de provas, tornando possível a investigação e posterior punição pela justiça (se for o caso). Por isso, Moreno orienta que as pessoas procurem se cercar de provas, especialmente gravações de áudio e vídeo. Os novos recursos tecnológicos, sobretudo de telefones celulares, facilitam essa atitude.

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Um comentário sobre “Combate à corrupção eleitoral

  1. O que adianta trabalhar a conscientização do voto limpo “consciente” se as próprias escolas públicas e órgãos públicos não seguem a lei eleitoral tornando os espaços públicos em “curral” eleitoral em detrimento da lei maior?

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