Frustração do eleitor

Publicado em 18 de julho de 2012

Muitos eleitores acabam se frustrando ao final de cada administração municipal. Para estes eleitores, os prefeitos não resolveram os problemas que eles esperavam ser solucionados. Até aí, tudo bem.
Mas segundo uma pesquisa, este sentimento, em parte, é por culpa do próprio eleitor, que não conhece as atribuições do prefeito. Assim, muitos esperam que problemas de segurança, falta de cursos em universidades/faculdades, recuperação de rodovias, consultas especializadas, financiamento aos produtores rurais, custos de pedágio etc sejam resolvidos pelo prefeito.
Outra informação: a maioria da população não sabe quanto é o orçamento do seu município e se os recursos são suficientes para atender toda a demanda. Os eleitores, em sua maioria, ainda desconhecem a legislação no que diz respeito às verbas “carimbadas”, ou seja, que só podem ser usadas em determinados setores.
Esta situação também é percebida em Paranavaí.
Mas o que é de se lamentar mesmo é que tem candidatos que acabam se elegendo prometendo justamente resolver estes problemas, que não é de sua competência e para os quais não tem recursos. Neste caso, esperamos que em Paranavaí a situação não se repita.

Alda - 391x69

4 comentários sobre “Frustração do eleitor

  1. Muito bem sr. taturana. Informações preciosas. O “uso” destas “promessas” nas campanhas deveria ser punido com rigor, afinal, mais que propaganda enganosa, configura má fé.
    Taí uma boa estratégia de campanha: ficar de olho nos “promessões” e levá-los à justiça

  2. De fato “esses problemas” [aparentemente] não são da atribuição do prefeito.

    No entanto, se ser prefeito é ser CHEFE do Poder Executivo municipal, LOGO, a cada problema novo que lhe surja cabe relembrar-se que não fora eleito por seu povo para que seja CHEFE de um poder, MAS SOBRETUDO para que exercite a LIDERANÇA POLÍTICA que o cargo exige.

    Só assim conseguirá dar cabo a “esses problemas”, sem necessidade de ser impelido pela iniciativa do seu povo por via de abaixo-assinados, protestos ordeiros, paralisações legais e outras práticas civilizadas do tipo, as quais SEMPRE depõem contra o eleito, de vez que só se dão ante o descaso ou a resistência à solução almejada pelo povo.

    Um líder político só o é porque sabe administrar com diplomacia, notadamente as crises pontuais, os conflitos de interesses dos do povo de sua cidade, independentemente de que estes saibam ou não acerca do valor do orçamento municipal ou o que seja uma “verba carimbada”, e nem que isso se dê apenas em ocasiões eleitorais.

    Já o bom administrador, por carecer de dádiva para o comando político, em regra obriga-se a governar com secretariado e assessoria advindos de alianças variadas que lhes “outorgam capacidades” muitas vezes esdrúxulas. Para ficar apenas num exemplo, já vi caso de indicação de produtor rural para pasta de saúde.

    Administrar se aprende com o tempo, oportunidades e em faculdades. Liderança é qualidade inata, não vem com o decurso do tempo em cargo algum. E o eleitor sabe disso sim senhor…

  3. Do ponto de vista focado, o JRB tem razão em todas as suas considerações. Entretanto, o que não pode acontecer numa campanha é, por exemplo, o candidato prometer que vai solucionar um problema que não depende somente dele. Ter um bom relacionamento com um deputado não representa garantia, até porque, o deputado também depende de trâmites e pessoas. O que tem que acabar é a “farra das promessas”, pois, infelizmente, a maioria dos eleitores não têm condições e/ou informações para julgar ou avaliar possibilidades/viabilidades de resolver o problema.

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