Golpe de Eunício provoca indignação

Publicado em 07 de novembro de 2018

A inclusão na ordem do dia de projetos que preveem o aumento da remuneração dos ministros do Supremo e do procurador-geral da República aprovada ontem pelo plenário do Senado coleciona críticas entre senadores está sendo classificada como golpe de Eunício Oliveira. Irritou a muitos, desde Jair Bolsonaro a Gleisi Hoffmann.
Bolsonaro disse: “Acho que estamos numa fase que todo mundo tem ou ninguém tem. Sabemos que o Judiciário é o mais bem aquinhoado entre os poderes, a gente vê com preocupação… Obviamente que não é o momento de aumentar gastos”.
Sobre o assunto Gleisi disse: “não foi algo discutido com nenhum líder e em nenhum âmbito de comissões” – “Simplesmente foi colocado na pauta” – “Como a gente justifica para a sociedade que nós vamos colocar para votar um aumento do subsídio de ministros do Supremo que vai ter um efeito cascata?” – “Não podemos votar isso”.
O senador também atacou o golpe de Eunício Oliveira: “Não dá para pensar, neste momento, em aumentar salário de ministro do Supremo Tribunal Federal. Não tem cabimento.”

O senador Randolfe Rodrigues, lembrou que fará oposição ao governo de Jair Bolsonaro, mas atacou a “iniciativa”: “Além de ser algo pouco usual, a segunda questão que trago é a inadequação do tema com o momento que estamos vivendo. O aumento desses salários terá efeito cascata em toda a carreira do Ministério Público e da magistratura” – “No fim de feira desta legislatura e deste governo, aprovar um reajuste que beneficia só um grupo excepcional de servidores públicos me parece, no mínimo, inadequado. Não é um bom sinal.”

Para a senadora Ana Amélia, “A questão é que esse reajuste representa uma sucessão de reajustes, com impacto no salário até dos deputados, senadores e vereadores de todo o país. Essa é a grande questão.”

Se aprovados, o teto do funcionalismo vai a R$ 39.293,32 e os reajustes representarão “um rombo” de cerca de 6 bilhões de reais/ano.

Alda

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