Sucesso em 2016, palestrante volta a FIMAN

Publicado em 09 de fevereiro de 2018

Responsável por uma das palestras com o maior número de espectadores na primeira edição da Feira Internacional da Mandioca, em 2016, o decasségui Walter Toshio Saito, que cultiva mandioca no Japão com técnica especial para fugir ao rigoroso inverno asiático, confirmou presença na FIMAN 2018. Agora, além da técnica que desenvolveu para cultivar a raiz, Saito também deve falar sobre o mercado internacional do amido, já que, proprietário de uma empresa de importação e exportação, ele também está comercializando a fécula.
Radicado no Japão há mais de 20 anos e atuando em diversas áreas (recursos humanos, construtora, imobiliária, importação e exportação, entre outras), Saito dedica especial atenção a produção agrícola. Conhecido no Japão como o “Rei da Cebolinha”, pela quantidade e qualidade da sua produção de cebolinha verde, ele agora também está ganhando notoriedade pela produção de mandioca de mesa. Fatura U$ 700 mil por ano com uma área de cinco hectares apenas. “Este ano ainda não sei se aumentou (o faturamento), porque inda estamos fechando o balanço”, disse ele esta semana ao receber o convite para participar da FIMAN 2018.
O convite foi feito pelo presidente da Associação Comercial e Empresarial de Paranavaí (ACIAP), Maurício Gehlen, e o presidente do Sindicato Rural de Paranavaí, Ivo Pierin Júnior, em Londrina, onde Walter Saito recebeu o título de Cidadão Honorário pela ajuda que presta as entidades assistenciais daquele município. A ACIAP, o Sindicato, a Sociedade Rural do Noroeste do Paraná, Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) e o Centro Tecnológico da Mandioca (CETEM) são os promotores desta segunda edição da Feira, que acontecerá de 20 a 22 de novembro deste ano, no Parque de Exposições Costa e Silva, em Paranavaí.
Nascido em Terra Boa. Walter Saito transferiu residência, ainda criança, para Londrina, onde fez todos os seus estudos (é professor de Educação Física), Foi para o Japão a fim de trabalhar e juntar os dinheiro para concretizar seu sonho: construir uma escola.
Depois de alguns anos como empregado, começou a investir em atividades próprias. Nos últimos anos, ele passou a se dedicar ao cultivo cebolinha, brócolis e mandioca de mesa na cidade de Kamisato, que divide sua economia entre agricultura e indústria, e está na região central do Japão, há aproximadamente 100 quilômetros de Tóquio.
Ele construiu a escola no Japão, destinada a filho de brasileiros, que no ano passado foi visitada pela primeira dama do Brasil, Marcela Temer.
TECNOLOGIA – Meses antes da FIMAN de 2016, Maurício Gehlen esteve no Japão e conheceu Saito, que lhe mostrou toda a tecnologia de adubação, plantio e colheita diferenciada. Por isso consegue alta produtividade em cinco alqueires. A tecnologia utilizada por Saito foi desenvolvida por ele mesmo.
Naquele ano, impulsionado pela alta produtividade e pelos preços praticados no mercado japonês, Saito faturou cerca de 700 mil dólares com a produção de mandioca e sua venda para os restaurantes.
Para produzir a mandioca no Japão, Walter Saito não lança as manivas diretamente ao solo. Ele as corta em pedaços de 4 cm ou menos (duas gemas) e produz mudas em copos plásticos. As mudas são produzidas em estufas durante o inverno.
Quando acaba o período de nevada, ele coloca as mudas na terra. A roça é adubada, prática que não é adotada no Brasil. No caso do Japão é necessária a adubação, pois são somente oito meses para as plantas e suas raízes se desenvolverem, já que colheita tem que ser feita antes da chegada da próxima temporada de neve (oito meses aproximadamente). A adubação contribui para o porte da raiz, normalmente acima da média do Brasil.
INTERNACIONAL – A FIMAN está sendo organizada pela Combo Action, que está definindo o ciclo de palestras e comercializando os estandes. A previsão para este ano é que mais de cinco mil pessoas visitem o evento, que deve ter a participação de cerca de cem empresas.
Esta segunda edição da Feira deverá se caracterizar ainda mais como internacional. Já estão sendo mantidos contatos com possíveis expositores/visitantes dos Estados Unidos, Europa (França e Inglaterra), do continente africano (Congo, Nigéria, etc) e da Ásia (China, Japão, Tailândia, Indonésia, Tailândia e Singapura, entre outros). Na primeira edição, a África foi o continente com maior presença na FIMAN. Agora a Ásia deve superar os africanos.

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